Nunca esqueci, na sala, sobre a mesa,
Aquela estatueta de mulher:
Emergindo de um prato, com leveza,
Num conjunto de vidro rosicler...
Por mais que decifrá-la a gente quer,
Fica-se na pretérita incerteza:
Era Afrodite, acaso... ou era Ester?
- Quem estava, ali, naquela imagem presa?
Quem estava, ali, naquela forma dúbia
De encanto e sedução?... Seja quem for,
A minha dúvida, afinal, derrube-a!
De seios nus, o enigma me embaraça:
- Era uma deusa... oferecendo amor?
Ou uma rainha... distribuindo graça?