Não temas meu amor da vida a espada.
A lâmina afiada em fino corte.
A dor que em ti revela-se calada
Só brota nas entranhas de um forte.
Aceita minha amiga, minha amada,
Os golpes que te dão de grande porte.
Perigos fazem parte da jornada...
Sejamos nosso guia e suporte.
Não temas minha eterna namorada.
As pedras que nos ferem nessa estrada
Molduram nossa sina e nossa sorte.
Sucumbirá no tempo a mão armada;
E a vida nos dará, essa aliada,
O amor mais imortal que a própria morte.