trezentos corcéis em insano tropel
perfeitos de fúria, agulha e trovão
pisando sem dó o tecido do céu
fazendo em farrapos o fofo algodão
o céu se derrete, esgarça e esfarela
poente de trapos, nascente de novo
ao som do chocalho da cobra amarela
que dorme irrequieta dentro do ovo