Padecendo o profético suplício,
pendurado na cruz, lá no Calvário,
Jesus Cristo vivia o ato vicário
do “Cordeiro de Deus” pro sacrifício.
Se não fosse predito desde o início,
nada mais incoerente que o cenário
em que o Justo é julgado temerário
por fazer da justiça um exercício.
Em Jesus, pois, “O Servo Sofredor”,
outra dor lhe doía mais que a dor
dos maus-tratos e açoites recebidos:
era a dor de saber que tanta gente
mantinha o coração indiferente
àquele que morreu pelos perdidos.